SE FIZER SEMPRE AS MESMAS COISAS TERÁ SEMPRE OS MESMOS RESULTADOS; TUDO É UMA QUESTÃO DE ATTITUDE
terça-feira, 28 de julho de 2009
Ponto de Vista
Quando deixamos de ocupar certos espaços vem outros e ocupam no nosso lugar
Pelo andar da carruagem, logo, logo os profissionais Técnicos em Segurança do Trabalho estarão ganhando Salário Mínimo, até porque o governo tem dado uma atenção especial ao SM que vem subindo em números percentuais bem mais do que outras categorias. Isso é bom e justo para aqueles que são assalariados ou recebem aposentadorias tendo como base o SM, mas para as categorias que necessitam de reajustes baseados em índices de inflação ou dependem de negociações trabalhistas, é claramente prejudicial. Se tudo fosse resolvido apenas com uma “canetada”, tornaria as coisas mais fáceis, só que isso infelizmente não é possível para todos.
O Técnico em Segurança do Trabalho pelas responsabilidades atribuídas ao cargo, teria que ganhar no “mínimo” o piso da categoria do seu estado, isso quando há algum piso definido. Seria muito bom se tivéssemos um piso nacional unificado tendo como base o piso salarial do Estado de São Paulo, mas segundo alguns sindicatos isso é impossível devido às características de cada região. Eu particularmente não concordo com essa interpretação, mas como dependemos dos nossos sindicatos para negociar, temos que aceitar tais argumentos embora não aprovemos.
O fortalecimento da nossa profissão nunca se fez tão necessário quanto agora veja, por exemplo, o surgimento do Curso de Tecnólogo, pode parecer algo comum nessa montanha de cursos que surgem anualmente no Brasil, mas nesse caso não é. Os Tecnólogos tem um longo caminho até se tornarem concorrentes no mercado de trabalho, só que mais cedo ou mais tarde isso ocorrerá e o pior de tudo que ambas as profissões farão praticamente a mesma coisa.
Outro fato interessante são os questionamentos sobre a importância ou não da inscrição no CREA, eu sinceramente não poderia afirmar se a inscrição é ou não importante, o que eu posso dizer é que às vezes essa inscrição é uma necessidade. Muitas empresas, por exemplo, só contratam Técnicos em Segurança do Trabalho se estes possuírem a inscrição no CREA, isso é um fato, se é justo ou não é outra questão. O CREA é uma instituição respeitável e o Técnico em Segurança do Trabalho deve avaliar a necessidade de fazer parte ou não. Se a empresa exigir a sua inscrição para admissão ou simplesmente para manter o seu emprego atual, a minha dica é que faça a inscrição, agora se for só por status, não vejo necessidade de mais esse gasto.
Quando deixamos de ocupar certos espaços vem outros e ocupam no nosso lugar. Precisamos urgentemente do nosso Conselho Federal para disciplinar eticamente a nossa profissão, ganhando assim maior visibilidade e respeito. Eu tenho percebido um completo desespero de alguns profissionais que se formam e não conseguem trabalhar. Se todas as empresas cumprissem o que manda a Norma Regulamentadora, certamente as oportunidades apareceriam. Por outro lado há um grande despreparo de alguns profissionais para exercer a profissão, isso fica evidente não só na questão do limitado conhecimento técnico, mas também com o pouco comprometimento do profissional com o nosso idioma. É fundamental que o Técnico em Segurança do Trabalho se esmere no quesito "escrita", porque emitimos muitos relatórios que ficarão comprometidos se contiverem erros "grotescos" de português. Antes de cobrarmos algo, precisamos estar preparados para tal, só assim conseguiremos melhores resultados.
A nossa profissão não tem total independência e está muito desorganizada e sem “ética profissional”, isso é muito perigoso. Muitos profissionais desviam o foco de questões fundamentais em detrimento de interesses próprios. Vamos unir esforços para que todos nós possamos crescer juntos e tornar a nossa categoria definitivamente forte. Temos que participar mais da vida sindical e apoiá-los para que se fortaleçam. Não adianta só reclamar, devemos dar a nossa contribuição para que nossos representantes consigam criar o nosso conselho. O Conselho fortalece a categoria profissional e tem o poder de decidir e tratar das suas próprias questões sem a interferência de terceiros.
Por: Valdeci T. Ribeiro - Téc. em Segurança do Trabalho
Pelo andar da carruagem, logo, logo os profissionais Técnicos em Segurança do Trabalho estarão ganhando Salário Mínimo, até porque o governo tem dado uma atenção especial ao SM que vem subindo em números percentuais bem mais do que outras categorias. Isso é bom e justo para aqueles que são assalariados ou recebem aposentadorias tendo como base o SM, mas para as categorias que necessitam de reajustes baseados em índices de inflação ou dependem de negociações trabalhistas, é claramente prejudicial. Se tudo fosse resolvido apenas com uma “canetada”, tornaria as coisas mais fáceis, só que isso infelizmente não é possível para todos.
O Técnico em Segurança do Trabalho pelas responsabilidades atribuídas ao cargo, teria que ganhar no “mínimo” o piso da categoria do seu estado, isso quando há algum piso definido. Seria muito bom se tivéssemos um piso nacional unificado tendo como base o piso salarial do Estado de São Paulo, mas segundo alguns sindicatos isso é impossível devido às características de cada região. Eu particularmente não concordo com essa interpretação, mas como dependemos dos nossos sindicatos para negociar, temos que aceitar tais argumentos embora não aprovemos.
O fortalecimento da nossa profissão nunca se fez tão necessário quanto agora veja, por exemplo, o surgimento do Curso de Tecnólogo, pode parecer algo comum nessa montanha de cursos que surgem anualmente no Brasil, mas nesse caso não é. Os Tecnólogos tem um longo caminho até se tornarem concorrentes no mercado de trabalho, só que mais cedo ou mais tarde isso ocorrerá e o pior de tudo que ambas as profissões farão praticamente a mesma coisa.
Outro fato interessante são os questionamentos sobre a importância ou não da inscrição no CREA, eu sinceramente não poderia afirmar se a inscrição é ou não importante, o que eu posso dizer é que às vezes essa inscrição é uma necessidade. Muitas empresas, por exemplo, só contratam Técnicos em Segurança do Trabalho se estes possuírem a inscrição no CREA, isso é um fato, se é justo ou não é outra questão. O CREA é uma instituição respeitável e o Técnico em Segurança do Trabalho deve avaliar a necessidade de fazer parte ou não. Se a empresa exigir a sua inscrição para admissão ou simplesmente para manter o seu emprego atual, a minha dica é que faça a inscrição, agora se for só por status, não vejo necessidade de mais esse gasto.
Quando deixamos de ocupar certos espaços vem outros e ocupam no nosso lugar. Precisamos urgentemente do nosso Conselho Federal para disciplinar eticamente a nossa profissão, ganhando assim maior visibilidade e respeito. Eu tenho percebido um completo desespero de alguns profissionais que se formam e não conseguem trabalhar. Se todas as empresas cumprissem o que manda a Norma Regulamentadora, certamente as oportunidades apareceriam. Por outro lado há um grande despreparo de alguns profissionais para exercer a profissão, isso fica evidente não só na questão do limitado conhecimento técnico, mas também com o pouco comprometimento do profissional com o nosso idioma. É fundamental que o Técnico em Segurança do Trabalho se esmere no quesito "escrita", porque emitimos muitos relatórios que ficarão comprometidos se contiverem erros "grotescos" de português. Antes de cobrarmos algo, precisamos estar preparados para tal, só assim conseguiremos melhores resultados.
A nossa profissão não tem total independência e está muito desorganizada e sem “ética profissional”, isso é muito perigoso. Muitos profissionais desviam o foco de questões fundamentais em detrimento de interesses próprios. Vamos unir esforços para que todos nós possamos crescer juntos e tornar a nossa categoria definitivamente forte. Temos que participar mais da vida sindical e apoiá-los para que se fortaleçam. Não adianta só reclamar, devemos dar a nossa contribuição para que nossos representantes consigam criar o nosso conselho. O Conselho fortalece a categoria profissional e tem o poder de decidir e tratar das suas próprias questões sem a interferência de terceiros.
Por: Valdeci T. Ribeiro - Téc. em Segurança do Trabalho
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)
